10.11.2008

Aquecimento global força espécies a migrar para altitudes mais elevadas

 Espécies animais e vegetais estão a ser obrigadas pelo aquecimento climático a migrar para altitudes mais elevadas, tanto nas florestas tropicais da América Central como nas montanhas da Califórnia, segundo estudos publicados sexta-feira na revista Science.

No entanto, essas migrações poderão ficar comprometidas pela actividade humana que modifica os habitats naturais, como os abates de árvores nas florestas.
Segundo os autores de um destes estudos, a temperatura média nas zonas de clima tropical aumentou mais de 0,75 graus Celcius desde 1975 e os modelos climáticos prevêem uma subida de mais de três graus durante o próximo século nas florestas tropicais da América Central e do Sul.
Ora esse aquecimento equivale a 600 metros em altitude, o que significa que em finais do século, para se encontrar a temperatura actual será necessário subir essa distância - refere o ecologista Robert Coldwell, da Universidade de Connecticut, principal autor do estudo.
Estes cientistas recolheram dados sobre quase 2.000 espécies de plantas e insectos a diferentes altitudes nas encostas cobertas de floresta tropical de um vulcão extinto na Costa Rica com uma altitude próxima dos 3.000 metros.
Descobriram assim que cerca de metade dessas espécies vivia em zonas muito estreitas em termos de altitude e que o aumento das temperaturas provocado pelo aquecimento climático as forçará a adaptarem-se a um ambiente totalmente novo, pondo em risco a sua sobrevivência.
Coldwell sublinha que essas migrações de plantas e animais para altitudes mais elevadas já se verificam a latitudes mais temperadas onde as temperaturas aumentaram mais.
Este fenómeno, já observado nos Alpes em espécies vegetais, foi também observado no Parque Nacional de Yosemite e nas montanhas da serra Nevada, na Califórnia (EUA), de acordo com outro estudo publicado na Science.
O aquecimento climático dos últimos anos forçou numerosos pequenos mamíferos a viver a altitudes mais elevadas, segundo este trabalho realizado por Craig Moritz, biólogo da Universidade da Califórnia em Berkeley.
Esta investigação tinha por objectivo comparar as populações de pequenos mamíferos que vivem actualmente no Yosemite com as de 1918, data do anterior recenseamento.
Os investigadores constataram que durante este período de 90 anos, metade destas espécies, como os esquilos, os musaranhos e os ratos migraram para altitudes mais elevadas.
«A razão que salta à vista é o aquecimento climático», considera Craig Moritz.
O fenómeno confirma a necessidade de manter zonas protegidas, por exemplo parques nacionais, para as quais as espécies possam migrar em resposta a alterações climáticas, sem sofrer as interferências da presença humana, que perturba estes movimentos, sublinham as conclusões do estudo.
Com Lusa

10.05.2008

Pencil Sharpped

There is a drawn line
There, where the scarp of the ice
Meets the empty space

It looks like a graphic
With all the ups and downs
But the values that it shows
Are not economical decreeses

It’s nature telling us all
That this line
A thin balance between now and never
Will afect me and you
And all the others that can´t

I will capture the line
Into my pencil sharpped
Like a night knife
It will cut only your ignorance
And not all the trees

The Frozen Days

Now that the head of earth is melting with a nervous breakdown,
Now that animals that are resisting are calling for ancient prayers,
Now that all those frozen memories are beeing exposed
Warning us to not let them to be seen,

I keep on this boat,pushing images into my eyes,
Covering my ears so that all those beautiful sounds won’t escape forever.
Today is the the day I stood up in an iceberg
With thousand of millions voices to be cried out
Into the deepest seas
Calling all the whales

 

http://www.capefarewell.com/diskobay/

Kazuo Ohno

Kazuo Ohno é a história viva do butoh, um dos estilos de arte mais controversos do Japão, que influenciou artistas do mundo todo. Não é por acaso que seu centenário, completado em outubro passado, rende comemorações com inúmeras exposições, workshops e apresentações ao redor do planeta.

Extremamente gráficas, as coreografias do butoh não poupam os expectadores de sensações impactantes com seus movimentos de dança e teatro. Tais características foram herdadas do pano de fundo da Segunda Guerra Mundial - em que Ohno foi combatente.

Não à toa, o estilo nasceu com o nome de Ankoku Butoh, ou dança da escuridão profunda, através de suas mãos e das de Tatsumi Hijikata. O butoh foi mostrado ao público pela primeira vez em 1959, com o espetáculo Kinjiki, ou cores proibidas que tocava o polêmico tema da homossexualidade. Desde o princípio, o estilo começou chocando os valores tradicionais da época pelo seu jeito de abordar temas como violência, amor, sexo, vida e morte.

Até os dias de hoje, o butoh encontra resistência no Japão, a ponto de nem constar nos calendários como uma arte típica daquele país. Quem sabe a falta de reconhecimento no arquipélago comece a cair com o centenário de Ohno. Pelo menos, um grande evento comemorativo está programado em Kanagawa.


Divulgação

Vida

A fraqueza desponta em mim, ao sentir que minhas mãos não serão suficientes para segurar tudo. Mas, neste instante, sinto que existe um outro eu.Ohno nasceu em Hokkaido, filho de um chefe de cooperativa de pescadores e de uma talentosa instrumentista. A mãe, que também sabia tocar cítara de treze cordas, tinha o costume de se sentar ao órgão para que seus filhos a acompanhassem cantando. Mais tarde, Ohno foi enviado a Akita, onde estudou da sexta série até o fim do ensino médio. Excelente esportista, participou do clube de atletismo da escola. Aproveitando o destaque no esporte, cursou educacão física na faculdade Nihon Taiiku Daigaku. Em 1929, entre uma aula e outra, teve a chance de assistir a La Argentina, encenada em Tokyo pela espanhola Antonia Merce, famosa por ter rompido com os padrões do balé convencional.

O “encontro” acabaria mudando a vida de Ohno para sempre. Uma vontade enorme de se envolver com aquele mundo tomava conta dele. Mas foram necessários mais sete anos para que ele tomasse a decisão de ter aulas de dança. Teve como primeiros mestres Takaya Eguchi e Souko Miya.

A Segunda Guerra Mundial interrompeu seus estudos por nove anos, quando lutou na China e na Nova Guiné. A experiência como combatente e prisioneiro de guerra influenciou sua dança, exposta pela primeira vez só quando tinha 43 anos, ao lado de Mitsuko Ando, outro discípulo de Eguchi.

Foi por intermédio de Ando que conheceu Tatsumi Hijikata, com quem Ohno trabalhou junto por muitos anos. Só bem mais tarde, em 1977, ele fez sua primeira apresentação solo. Em Admirando la Argentina, Ohno produziu sua obraprima e homenageou o espetáculo que o fez se interessar pela dança.

O Butoh se desenvolveu primeiramente no Japão, até que em 1980 ganhou o mundo. Ohno foi convidado a apresentar sua obraprima máxima no 14º Festival Internacional de Nancy,
na França. A apresentação lhe rendeu sucesso, o qual o levou a percorrer continentes como Europa, América e Ásia.

Apresentou-se três vezes no Brasil, em 1986, 1992 e 1997. Ohno ficou na ativa até por volta dos noventa anos. A sua última apresentação foi no ano de 1999, com Réquiem para o século XX, em Nova York. No ano seguinte, um problema na visão o impediu de continuar com as atuações.

Mas até hoje ele continua ensinando e se movimentando com a ajuda de outros bailarinos. Em cadeira de rodas ou sentado no chão, o mestre segue os movimentos com as mãos e continua sentindo a alma do butoh.

Antony Reveals Another World EP Details

 

Antony Reveals <i>Another World</i> EP Details

A black and white photograph carrying ambiguous implications about gender and identity? It must be the cover of the new Antony and the Johnsons EP! And there it is, right up there: Pierre-Olivier Deschamps' 1984 image of Japanese butoh dancer Kazuo Ohno, which will grace the front of Antony's Another World EP.

It comes out via Secretly Canadian on October 7 in the U.S. (October 6 via Rough Trade in the UK). As previously reported, Another World is just a teaser of the goodness we'll get on next year's The Crying Light, the follow-up to Antony's 2005 breakthrough I Am a Bird Now.

Another World
:
01 Another World
02 Crackagen
03 Shake That Devil
04 Sing for Me
05 Hope Mountain
Antony and the Johnsons:
09-05 Portland, OR - Arlene Schnitzer Concert Hall (with the Portland Symphony conducted by James Holmes)
09-10 Milan, Italy - Teatro degli Arcimboldi (with the Milan Symphony conducted by James Holmes)
09-12 Zaragoza, Spain - Expo Zaragoza (with the Milan Symphony conducted by James Holmes)
10-14 Los Angeles, CA - Walt Disney Concert Hall (with orchestra conducted by James Holmes)
10-16 New York, NY - Apollo Theater (with orchestra conducted by James Holmes)
10-30 London, England - The Barbican (with the London Symphony Orchestra conducted by James Holmes)
10-31 London, England - The Barbican (with the London Symphony Orchestra conducted by James Holmes)

Antony and the Johnsons: "Another World"

Coming up in a week is Antony and the Johnsons' anticipated EP Another World, and the title track from the record now has a video, directed by Colin Whitaker. It's an especially mournful song even by Antony's standards, with a spare, gospel-inflected piano serving as the the only musical backing until some stirring feedback enters toward the end. "I need another place," he sings, before moving on to all earthly things he'll miss in this new world. The video is simple and just as elegiac, showing a dancer moving methodically in a small space

Radiohead - Reckoner Video

9.22.2008

9.21.2008

Fixya

Short video captured with Samsung Digital Camera.Edited in MediaShow and fixed in Soundbooth.One of my first video editings...

Future experiences coming next...

9.20.2008

O canal da Paz

 


O eterno vocalista dos Boomtown Rats, é um dos homens mais admirados por todos aqueles que zelam por um mundo unido e livre de flagelos como a fome, a SIDA e a desigualdade entre os cidadãos.
Agora, e depois de iniciar a sua luta para que os países mais ricos perdoassem a dívida externa das nações mais pobres do mundo, para aumentar e melhorar a ajuda e negociar regras de comércio mais justas que respeitem os interesses das nações africanas com a iniciativa Live 8, Bob Geldof criou o Peace Channel, um site dedicado à paz e à resolução dos conflitos mundiais.
Nesta plataforma conta com o apoio e colaboração da sua própria empresa de media, da associação de defesa dos direitos humanos Peace Channel Foundation, da Kids Rights Foundation, da World Trade Centres Association e do governo norueguês.
O portal tem como meta ser um canal interactivo onde os utilizadores podem participar na secção de vídeos, galeria de fotografias ou fóruns de debate, secções onde se contam colaborações de organizações de acção mundial.